Tempestades elétricas
Este mapa mostra onde estão sendo detectados raios no sul da América do Sul. Quem mede é um satélite da NOAA, que vigia sempre o mesmo pedaço de planeta a 35.786 quilômetros de altura e registra os clarões, de dia e de noite. Onde há muitos raios juntos há uma tempestade elétrica ativa; onde o mapa está limpo pode haver tempestade do mesmo jeito, sem aparato elétrico.
Isto não é um radar. Um radar meteorológico vê onde chove e quanto. Isto vê onde há raios, que não é a mesma coisa: pode chover forte sem um único raio, e pode haver raios sobre uma zona onde no chão ainda não caiu uma gota. Se o Servicio Meteorológico Nacional tem um alerta em vigor para a sua região, vale o alerta, diga o que disser este mapa.
Como está o céu
A mesma máquina, olhando em cor natural. De dia se vê como se veria de cima; de noite aparecem as luzes das cidades e as nuvens iluminadas pela lua. Serve para localizar a tempestade que o mapa de cima mostra só como pontos coloridos.
Como se lê
Os pontos coloridos contam quantos clarões tocaram cada lugar no intervalo. Não medem a força do raio nem quanta chuva cai: medem quantos houve.
- Verde: poucos clarões. Atividade isolada.
- Amarelo: bastantes. Tempestade elétrica ativa.
- Vermelho: muitos. O núcleo mais elétrico da tempestade.
Se o senhor não distingue essas cores, ou usa um leitor de tela, este mapa não vai lhe servir, e não temos como consertar: é uma fotografia que chega já desenhada e que não podemos modificar. Dizemos isso em vez de disfarçar. Tudo o que o site publica como informação —os alertas, os rios, a previsão— está em texto e não depende desta página.
O que levar em conta
Chega com atraso, e não é de cinco minutos
O satélite publica um quadro novo a cada cinco minutos, mas entre tirá-lo e ficar disponível passa mais um tempo. Na prática, o que o senhor vê costuma ter entre dez e vinte e cinco minutos. Por isso a página diz sempre de quando é, em vez de dar a entender que é de agora.
É de meio continente, não do seu bairro
A imagem vai do sul do Brasil até a Terra do Fogo, num único quadro que não dá para aproximar. Serve para ver que há tempestade elétrica sobre uma região; não para saber se um raio vai cair no senhor. Para o seu caso, busque a sua cidade na busca.
Não detecta todos os raios
O instrumento vê a luz do clarão de cima. Uma nuvem alta e espessa pode tapar parte do que acontece embaixo, e os raios mais fracos podem passar sem registro. Um ponto do mapa estar limpo não garante que ali não tenha caído nenhum.
A própria NOAA a publica como experimental
As páginas de onde sai esta imagem avisam que ela se distribui «for experimental use only» e que não tem suporte operacional. Não é um serviço com garantia, nem do lado deles nem do nosso. É contexto útil, e nada além disso.
De onde sai
Imagens do Geostationary Lightning Mapper (GLM) a bordo do satélite GOES-19, produzidas por NOAA / NESDIS / STAR (Estados Unidos) e publicadas em star.nesdis.noaa.gov.
São obra do governo dos Estados Unidos e estão em domínio público. Mostram-se inteiras e sem modificar, com o carimbo e a data que já trazem impressos. Nosso servidor baixa um quadro a cada dez minutos e o distribui do nosso próprio domínio, para não mandar à NOAA uma consulta por visita.
A NOAA não patrocina este site nem tem relação com ele. Publicar suas imagens não implica que endosse nada do que dizemos.